Um filme dedicado a uma tríade de nomes do cinema fantástico: Stephen King, James Wan e Oz Perkins, tem como dar errado?
Bom, felizmente a resposta é não, pelo menos pra mim, que assisti ao filme com – literalmente – um sorriso no rosto.
Com grande hype desde o estrondoso Longlegs, Oz Perkins é claramente um diretor que ama ângulos, criando sempre perspectivas interessantes para criar um clima de tensão mais imersivo, e aqui não é diferente.
Porém, diferente de Longlegs, essa adaptação da obra de King é muito mais ligada ao Body Horror e menos ao sobrenatural.
Claro, o caráter sobrenatural está lá, mas ele é menos explorador como narrativa e mais como pivô de toda a desgraça que assola o protagonista Hal (vivido por Theo James, da segunda temporada de The White Lotus).
Assim, embora pareça comercialmente um filme a lá Invocação do Mal, estamos mais próximos de produções como a franquia Premonição, que particularmente eu adoro.
Isso faz de O Macaco um filme cômico, estranho, beirando ao sem noção: tudo isso da melhor forma possível.
Com participações de Tatiana Maslany (She Hulk) Elijah Wood (O Senhor dos Anéis) e Adam Scott (Ruptura), o filme traz um elenco forte, mesmo que não sejam tão relevantes para a história (salvo pelo papel da Tatiana, que dá vida a mãe de Hal.
É assim que O Macaco vai se desenrolar, com o foco total no protagonista, seus traumas e como o macaco de “brinquedo” herdado do pai ausente acabou com sua perspectiva de futuro.
Isso cria um enredo perfeito e relativamente fora do convencional dos filmes produzidos por James Wan, que geralmente foca bastante no sobrenatural para contar a história: aqui é sobre o personagem, não o ser mítico que o assombra.
Portanto, se sua meta é acompanhar um filme com reviravoltas criadas com um humor ácido, bastante sangue e cenas de calamidade, O Macaco é a escolha perfeita.