Imagem por New Line Cinema e Warner Bros

Entrar em uma trama que envolve amor, luto, sangue e robôs assassinos pode não ser uma ação muito corriqueira.

Em Acompanhante Perfeita, o diretor Drew Hancock oferece à talentosíssima Sophie Thatcher um papel diferente: divertido e dramático, perdido e estranhamente presente.

Sophie vem de uma carreira bastante interessante: além de brilhar em Yellowjackets, ela também participou de produções de terror como MaXXXine (da franquia X: A Marca da Morte) e do recente, e excelente, Herege, com Hugh Grant.

Com esse histórico, Thatcher já teve experiência suficiente para ser a protagonista do seu próprio suspense, ou quase isso.

Direto da produtora que nos entregou Noites Brutais, a New Line Cinema aposta em Acompanhante Perfeita como um filme de romance que viaja entre o terror, o suspense e a ficção científica.

Sem muitos resumos para não estragar o plot de quem não viu trailers nem leu sinopses, o importante aqui é compreender como o filme viaja entre esses gêneros.

Em suma: nós acompanhamos a protagonista Iris (Sophie) e seu namorado Josh, vivido por Jack Quaid, conhecido por sua participação em The Boys.

Escondendo o segredo que Iris é um robô programado para “amar Josh”, a viagem do casal com os amigos de Josh se transforma em uma violenta experiência gananciosa, cheia de mentiras e, digamos, controle.

Para os amantes de Noites Brutais, abaixem as expectativas: o terror é mínimo, e particularmente falando, nem deveria entrar como um dos gêneros dessa lista.

Suspense? Sim, talvez seja mais preciso, principalmente devido ao caminho que o filme nos leva, carregando uma mensagem forte de abuso e violência em relacionamentos (de certa forma).

Ficção cientifica? Sim, da forma mais prática e objetiva possível, usando da tecnologia como ponto focal para desenvolver a história e nos envolver com a protagonista.

Esse é o gênero que faz a máquina girar. Com isso em mãos, ganhamos um filme teoricamente simples de entender, interessante de acompanhar, engraçado e até surpreendente.

Então, se o objetivo é se entreter, ficar preso na história, tentando entender o próximo passo e se divertir, Acompanhante Perfeita pode ser uma boa experiência para você.

Não é uma obra-prima da comédia, longe disso. Inclusive, acho que o filme se perder bastante no que deseja apresentar, se perdendo em muitos momentos entre os gêneros que propõe.

Mesmo assim, o filme de Drew foi uma grata surpresa, cheio de reviravoltas e boas atuações.

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